Vivia numa aldeia em Trás dos Montes, passava os dias a levar o rebanho a pastar, cada dia ia para um lugar diferente e mais alto. Dali conseguia ver outros montes mas voltava a casa a tentar descobrir o que estava por detrás daqueles montes. Era ele, o rapaz mais sonhador e esquisito da aldeia. Apesar de viver num sítio tão isolado, ele imaginava-se a viajar por todo o mundo como tinha feito um dos heróis das suas histórias. Sonhos, para ele nunca passariam de sonhos.
Esse menino cresceu, tornou-se adulto e casou-se com uma amiga de infância e teve uma filha linda que amava muito. Tinha um emprego que dava para sustentar a família e era feliz com a mulher e a filha apesar de não ter concretizado o sonho de infância.
Num dia tempestuoso, quando chegou a casa, a filha estava a chorar à beira da mãe, que estava morta pois tinha sido atingida por um relâmpago. Seguiram-se dias tristes e, durante esse tempo, ele pensou muito e decidiu que iria partir com a filha numa viagem à descoberta do mundo, como sempre sonhara. Para isso, vendeu a sua casa e tudo o que tinha herdado dos pais e tios. Com o dinheiro das vendas já conseguia viver seis anos sem trabalhar.
Partiram e, passados dois dias de caminho, apanhando boleia e autocarros, chegaram a uma praia. Quando viu o mar pela primeira vez, sentiu medo, alegria, espanto, serenidade, enfim, não dá para explicar o que uma pessoa, com 44 anos e que sempre viveu com vontade de explorar, sente quando vê quão tranquilo e apaixonante é o mar.
Depois desta descoberta fascinante, pai e filha continuaram a aventura. Viajaram, viram coisas que nunca viram, aprenderam o que ainda não tinham aprendido, sentiram e viveram coisas inesquecíveis. Andaram pela Europa, a pé, de bicicleta, de autocarro e à boleia de gente simpática. Se o pai estava maravilhado por estar a concretizar um sonho antigo, a filha ainda estava mais por o estar a acompanhar.
Passados quatro anos, as saudades da terra natal eram muitas. Todos os dias, lembrava-se da beleza do rio da aldeia, da linda paisagem verde que rodeava a casa onde vivera. Depois de ter a alma preenchida com todas as maravilhas que vira, decidiu voltar à aldeia.
Quando regressaram à aldeia, a alegria que sentiram foi tanta ou maior que a que tinham sentido quando partiram à descoberta. Com o dinheiro que sobrou, alugou uma casinha à beira do rio, pôs a filha a estudar na escola da região e abriu uma agência de viagens com o objectivo de que ninguém, naquela aldeia e arredores sofresse por não concretizar a sua viagem de sonho. A todos ele dava o sábio conselho de voltarem à aldeia, pois só aí podiam ser verdadeiramente felizes, ali nasceram, ali têm a sua família, raízes, amigos e as suas recordações de infância.
Esse menino cresceu, tornou-se adulto e casou-se com uma amiga de infância e teve uma filha linda que amava muito. Tinha um emprego que dava para sustentar a família e era feliz com a mulher e a filha apesar de não ter concretizado o sonho de infância.
Num dia tempestuoso, quando chegou a casa, a filha estava a chorar à beira da mãe, que estava morta pois tinha sido atingida por um relâmpago. Seguiram-se dias tristes e, durante esse tempo, ele pensou muito e decidiu que iria partir com a filha numa viagem à descoberta do mundo, como sempre sonhara. Para isso, vendeu a sua casa e tudo o que tinha herdado dos pais e tios. Com o dinheiro das vendas já conseguia viver seis anos sem trabalhar.
Partiram e, passados dois dias de caminho, apanhando boleia e autocarros, chegaram a uma praia. Quando viu o mar pela primeira vez, sentiu medo, alegria, espanto, serenidade, enfim, não dá para explicar o que uma pessoa, com 44 anos e que sempre viveu com vontade de explorar, sente quando vê quão tranquilo e apaixonante é o mar.
Depois desta descoberta fascinante, pai e filha continuaram a aventura. Viajaram, viram coisas que nunca viram, aprenderam o que ainda não tinham aprendido, sentiram e viveram coisas inesquecíveis. Andaram pela Europa, a pé, de bicicleta, de autocarro e à boleia de gente simpática. Se o pai estava maravilhado por estar a concretizar um sonho antigo, a filha ainda estava mais por o estar a acompanhar.
Passados quatro anos, as saudades da terra natal eram muitas. Todos os dias, lembrava-se da beleza do rio da aldeia, da linda paisagem verde que rodeava a casa onde vivera. Depois de ter a alma preenchida com todas as maravilhas que vira, decidiu voltar à aldeia.
Quando regressaram à aldeia, a alegria que sentiram foi tanta ou maior que a que tinham sentido quando partiram à descoberta. Com o dinheiro que sobrou, alugou uma casinha à beira do rio, pôs a filha a estudar na escola da região e abriu uma agência de viagens com o objectivo de que ninguém, naquela aldeia e arredores sofresse por não concretizar a sua viagem de sonho. A todos ele dava o sábio conselho de voltarem à aldeia, pois só aí podiam ser verdadeiramente felizes, ali nasceram, ali têm a sua família, raízes, amigos e as suas recordações de infância.